O Que Você faria se Você Evoluísse?

"As verdades vão sendo desveladas, e começam a aparecer. Nesta época vivemos uma forma de evolução. Vivemos os preâmbulos de uma grande transformação, e a humanidade tem que aceitar, praticar, e se render. Glória ao Vitor por sua ousadia e pesquisador da verdade, divulgador da Palavra e do Convite. Glória ao Vitor."
- Prof. Hermógenes, um dos precursores do yoga no Brasil

A Obra

Mais de 10 anos de vivência na prática e terapêutica emocional e espiritual culminam em uma obra que fala de bençãos. Encontros espirituais, profundos estudos e análises dos textos sagrados e das pesquisas científicas trazem ao leitor um guia de trabalho pessoal e pesquisa para a própria evolução. Com muitas indicações de aprofundamento teórico, mas sem deixar de exemplificar e sugestionar indicações práticas, o livro se coloca de forma diferenciada em traduzir para o dia de hoje, as várias possibilidades de transformação pessoal e evolução espiritual. A diversidade de temas, desde a educação na infância até a prática de yoga, desde a reencarnação até o estudo de chacras, desde o segredo de Fátima até técnicas de meditação, será impossível passar indiferente a tantas informações, e chances de aprendizado. A influência da literatura orientada pelo Prof. Hermógenes aparece nos estudos do Prof. Pastorino e do filósofo Pietro Ubaldi. Os aprendizados com o Dalai Lama e o mestre Zen Thich Nhat Hanh direcionam a busca do desenvolvimento interior.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Yoga, Espiritismo e Vegetarianismo

Escrevo este artigo, movido pelo depoimento que Chico Xavier gravou para o Professor Hermógenes, em 1980, onde fala explicitamente sobre a prática do yoga.
Depoimento:
Nós estamos aqui com o Prof. Hermógenes e nós não exitamos em particularmente considerar a Yoga como sendo a benção mais preciosa que desceu do céu, do mundo da providência Divina. É nosso beneficio na Terra porque através da Yoga nós nos habilitamos para a preservação de nossa harmonia física e espiritual até mesmo de um modo a poder cumprir com mais segurança e eficiência os ensinamentos do nosso Senhor Jesus Cristo, de modo que a Yoga, consideramos a Yoga, uma benção de Deus.

Hermógenes chegou a dar uma aula experimental de ásanas para Chico. Espantou-se com sua flexibilidade, e profunda capacidade de concentrar-se e relaxar. Ao final, Chico até chamou seu filho, Eurípedes, dizendo:
Esse "trem" de yoga é "bão".

No Yoga Sutra, codificação de Patanjali sobre o Yoga, ele afirma no aforismo 2 do capítulo 1:
Yoga é a tranquilização das movimentações da mente. (Yoga Citta Vrittii Nirodah)
Ao traçar um paralelo entre Yoga e a ideia de "Reino dos Céus", para não o fazermos de forma superficial, podemos tomar como base a sabedoria judaica do Salmo 46:10, que diz:
Aquietai-vos e sabeis que sou Deus.
Isto refletido em conjunto com o ensino de Jesus em Lucas 17: 20-21, que diz:
O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.

Para que não haja dúvida, podemos destacar o próprio Sermão da Montanha, segundo Gandhi, o ápice dos ensinamentos religiosos, que em Mateus 6:6 reforça:
Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

Na Centro Espírita onde Chico Xavier trabalhava, as placas afirmando: Silêncio é Prece, recordavam a importância deste aquietar, como psicografado por ele mesmo, em obra do espírito André Luiz, no livro Decisão:
Hora do Silêncio
Confuso, ele te ajudará a encontrar soluções adequadas
Indeciso, ele te ajudará a fortalecer a ideia de maior equilíbrio
Desacreditado, ele te ajudará a reconhecer
que o mais importante é acreditares em ti mesmo
Vencido, ele te ajudará no refazimento de tuas forças
Ressentido, ele te ajudará a lutar contra o melindre
Injustiçado, ele te ajudará a perceber
que o perdão rompe a cadeia do mal.
Incompreendido, ele te ajudará a sustentar a paciência.
Quando te encontrares em qualquer dificuldade
emocional, recorda o silêncio como
instrumento divino de construção e paz



Esta aproximação que observamos nos textos e ensinamentos acima não é feita apenas por minha vontade, mas também é feita em textos do espírito Emmanuel, guia de Chico Xavier, que faz a crítica à sociedade hindu em sua rigidez social e consequente arrogância, da mesma forma que o Buda, Sidarta Gautama o fez, e que o yoga, como busca de evolução pessoal independente do regime de castas, também o faz. Aqui cito A Caminho da Luz, p.53:
A prova disso é que eles abraçaram todos os grandes missionários do pretérito, vendo neles os avatares do seu Redentor. Viasa foi instrumento das lições do Cristo, seis mil anos antes do Evangelho, cuja epopéia, em seus mínimos detalhes, foi prevista pelos iniciados hindus, alguns milênios antes da organização da Palestina. Krishna, Buda e outros grandes enviados de Jesus ao plano material, para exposição de suas verdades salvadoras, foram compreendidos pelo grande povo sobre cuja fronte derramou o Senhor, em todos os tempos, as claridades divinas do seu amor desvelado e compassivo. Mas, como se a questão fosse determinada por um doloroso atavismo psíquico, o povo hindu, embora as suas tradições de espiritualidade, deixou crescer no coração o espinho do orgulho que, aliás, dera motivo ao seu exílio na Terra.


E de forma especial, o mesmo Emmanuel faz a crítica ao Budismo primitivo, de característica isolacionista e solitária.  Este isolacionismo também é uma consequência negativa das primeiras práticas do yoga. Emmanuel traz uma interpretação mais positiva e profunda da ideia de Nirvana. No caso do Budismo, a reforma feita pelo movimento Mahayana, principalmente a partir do séc. III, reforça o auxílio ao próximo, no caso do yoga, o papel de Krishnamacharya, no séc. XX, como grande yogue e chefe de família, traz um avanço similar. Mas aqui, apontemos primeiro a importância deste novo direcionamento, como trazido por Emmanuel em  A Caminho da Luz, p. 78
O Nirvana, examinado em suas expressões mais profundas, deve ser considerado como a união permanente da alma com Deus, finalidade de todos os caminhos evolutivos; nunca, porém, como sinônimo de imperturbável quietude ou beatífica realização do não ser. A vida é a harmonia dos movimentos, resultante das trocas incessantes no seio da natureza visível e invisível. Sua manutenção depende da atividade de todos os mundos e de todos os seres. Cada individualidade, na prova, como na redenção, como na glória divina, tem uma função definida de trabalho e elevação dos seus próprios valores. Os que aprenderam os bens da vida e quantos os ensinam com amor, multiplicam na Terra e nos Céus os dons infinitos de Deus.


Também é inegável a compreensão da necessidade de nosso esforço em elevação pessoal e espiritual trazida pelas obras de Pietro Ubaldi, As Noúres, e Ascese Mística, mas este detalhamento da evolução da consciência que passa pela mediunidade, estenderia demais este artigo.
Como conclusão inicial, a necessidade das práticas de aquietamento para a conexão com Deus, e o aumento de nosso potencial de ajuda ao próximo, me parecem conclusões imediatas dos textos aqui apresentados.



Destaque especial gostaria de dar ao tema Ahimsa (não-violência), de característica fundamental no yoga, e que justifica a prática do vegetarianismo por muitos.
Muitos espíritas não praticam o vegetarianismo, com base na resposta recebida por Allan Kardec à questão 723.

A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?
“Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece.
A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho.
Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.”


Esta resposta na obra de Kardec harmoniza-se com o Evangelho, se atentarmos para este trecho:
"Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender?
Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora?
Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem." 
Mateus 15:16-18 


Esta frase de Jesus, me traz à mente o tradicional exemplo de Madre Tereza, que não se privava da alimentação com carne, ao mesmo templo que Hitler tinha orgulho de ser vegetariano.

Porém esta resposta dada a Kardec, homem pertencente à sociedade do século XIX parece ser atualizada para a "organização" social do século XX por Emmanuel, no livro O Consolador, na resposta à pergunta 129.

A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo
advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.


Emmanuel orienta Chico no programa Pinga-Fogo e ressalta a importância da gradualidade, do respeito e do cuidado para a mudança ao vegetarianismo, principalmente em relação à questões proteicas.
Deixo o vídeo deste trecho abaixo:

Em outro trecho do mesmo programa, Chico chega a comentar que pode demorar muitos, muitos anos, para que as pessoas desenvolvam a percepção da importância do vegetarianismo.


Em outros textos Emmanuel reforça sua posição, além da gentileza e gradualidade apresentada por Chico, e deixa claro que a evolução passa por uma solução vegetariana, no livro Emmanuel, ele diz na p. 45:
Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência rudimentar, com atributos inumeráveis. São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo.
E para não parecer que é uma opinião isolada do espírito de Emmanuel, deixo aqui também outro trecho do livro Missionários da Luz, do espírito André Luiz, também psicografado por Chico Xavier, p.38:
Esquecíamo-nos de que o aumento dos laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado...Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germes frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusarmos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos?


Artigo de Irmão Vitor Caruso Jr. em Fevereiro de 2012











5 comentários:

  1. Olá amigos,

    Muito bom esse post, gostaria de saber se posso usa-lo em meu blog com os devidos créditos claro?

    Abraços

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    1. Por favor, espalhe as informações do bem da forma mais correta possível. E receba o carinho de nosso coração, e de todos os que forem beneficiados.

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  2. Ótimo artigo! Gratidão pelo esmero do trabalho :)

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  3. Bom dia, parabéns pelo excelente e esclarecedor texto.
    Peço permissão para publicar no blog Equilibrio Pleno.
    Grata
    Namastê
    Giovanna

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  4. Muito boa essa postagem, desde a palestra no opendojo fiquei me cobrando pra te passar um texto do espírito Ramatís, mas sempre esquecia, e agora eu não encontro mais, tava no meu pc antigo, mas o meu pai me dizia que os nos centros eles não falavam de Ramstís porque o que ele fals da transmissão do sentimento pro alimento e etc era de msis pra muitos espíritas da época e poderia causar muita confusão e sofrimento. A meu ver o espiritísmo é uma filosofia que veio abrir o ocidente pra conceitos profundos orientais.

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